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Reinaldo Azevedo diz que PT usa mentira como método e analisa fala de Aécio Neves sobre as privatizações

UZAMERICÂNU E A MENTIRA COMO MÉTODO OU O QUE AÉCIO REALMENTE DISSE

Fonte: Blog do Reinaldo Azevedo

Clique aqui para ouvir o áudio

No sábado, em São Bernardo, referindo-se ao encontro dos partidos de oposição em Brasília, afirmou o presidente Lula:

“O momento auspicioso foi quando o ex-governador de Minas disse que é preciso reforçar as privatizações.”

É uma mentira! E a mentira contada por Lula está na rede petralha obviamente. Será já essa uma orientação duzamericânu contratados a peso de ouro pelo PT para cuidar da campanha na Internet. Vai saber. Os petralhas não precisam de ajuda externa para mentir, né? Isso eles fazem sozinho. Uzamericânu, acho, podem, no máximo, profissionalizar a prática.

O vídeo com a intervenção de Aécio vai aí acima. Abaixo, transcrevo um trecho de sua fala. Quando se refere às privatizações, claramente fala daquelas feitas no passado, efetivamente virtuosas – ou o PT que as tivesse desfeito, não é mesmo?  Eles não só as mantiveram como chegaram a fazer mea culpa. No leilão do serviço 3G, usaram o modelo criado pelo ministro Sérgio Motta!!!

A fala de Aécio não permite leitura alternativa: “Privatizamos, sim, setores que precisavam ser privatizados, como a telefonia e a siderurgia”. Não há qualquer menção, nem a mais remota, a “reforçar a privatização”. Ao contrário.  Ele claramente se refere ao passado, não ao futuro.

Em 2006, o PT, com a anuência da cúpula, inclusive a de Lula, lançou contra Alckmin a acusação mentirosa de que, se vitorioso, privatizaria a CEF, o BB e a Petrobras. Agora, a rede organizada pelozamericânu tenta mobilizar os botocudos com o mesmo papo-furado. Abaixo, o que Aécio de fato disse:

“O PSDB e seus aliados estamos, sim, preparados para o debate sobre o futuro deste país. Estamos preparados para o debate sobre o presente. Mas, se quiserem, como alguns têm dito, vamos discutir e debater sobre o nosso passado. Porque não há nada que nos envergonhe (..).

Ao contrário do que alguns querem permanentemente fazer crer, o Brasil não foi descoberto em 2003. Os avanços que hoje ocorrem, e eu reconheço, no Brasil vieram a partir da luta e do trabalho de muitos democratas que hoje estão aqui participando deste ato. Ao PT, partido com o qual disputaremos principalmente estas eleições, também não é lícito julgar que a sua história se resume aos oito anos de governo do presidente Lula. A história do PT vem de longe. E vamos, portanto, a esse debate.

(.) Todos os que estamos aqui estivemos ao lado do presidente Tancredo Neves (.). Eles [petistas] não. A ele negaram o seu voto porque o projeto partidário, para eles, era, e sempre foi, prioritário.

O tempo passou. Tivemos a Constituição. Uma discussão extremamente complexa. Aprovamos, na Constituinte de 1988, a nova Constituição Brasileira. Mais uma vez, eles a negaram através de suas mais eloqüentes vozes. Passou-se o tempo, o presidente foi afastado do governo por impeachment. O Brasil, ainda fragilizado na sua tenra democracia.  Assume o governo um grande brasileiro, meu conterrâneo Itamar Franco, que convocava as forças de bem deste país para que lhe dessem sustentação naquele processo de transição. Nós estivemos ao lado do presidente Itamar; eles, mais uma vez, não. Porque o projeto partidário [não permitia].

O tempo passou. Veio o governo do presidente Fernando Henrique. E, aí, a mais fecunda e profunda transformação na vida dos brasileiros, e principalmente dos brasileiros mais pobres, que foi o Plano Real, com o fim da inflação. Nós estivemos ao seu lado, garantindo a estabilidade da economia. Eles, mais uma vez, não! Negaram o seu voto à estabilidade econômica.

O Brasil se modernizou. Veio a Lei de Responsabilidade Fiscal, o mais importante marco da administração pública moderna. Nós a compreendemos e votamos a favor. Eles não. Modernizamos, sob o comando do presidente Fernando Henrique, a economia brasileira. Privatizamos, sim, setores que precisavam ser privatizados, como a telefonia e a siderurgia.

Eles, mais uma vez, não! Negaram espaço à eficiência. Me Lembro, presidente Fernando Henrique, da luta, do trabalho, da obstinação de dona Ruth Cardoso (.), que partiu absolutamente do nada para construir cadastros que não existiam, o início dos programas de transferência de renda, que tiveram o nosso apoio, mas o deles não! Porque não era deles a proposta. (.) Eu quero aqui de público, frente a frente com meus companheiros, reconhecer virtudes no presidente Lula. Mas uma, uma absolutamente acima de todas: ele manteve inalterada a política econômica [do governo anterior].

Voltei
Como se vê, há o que Aécio disse e há o que Lula disse que ele disse. Entre uma coisa e outra, a distãncia que vai da verdade à mentira.

Link do post: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/uzamericanu-e-a-mentira-como-metodo-ou-o-que-aecio-realmente-disse/

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