Política

Procurador pede condenação de 37 e livra Gushiken, mas mantém José Dirceu como chefe do mensalão do PT

Procurador pede condenação de 37 e livra Gushiken

Fonte: O Globo

 Alegações finais do Ministério Público sobre o mensalão do PT chega ao Supremo; caso deve ser julgado em 2012 Francisco Leali

BRASÍLIA. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu ontem a absolvição do ex-ministro de Comunicação de governo Lula Luiz Gushiken no processo do mensalão. O pedido está nas alegações finais que o Ministério Público enviou ontem ao Supremo Tribunal Federal.

Gurgel sustenta que não haveria provas para condenar o ex-ministro por crime de peculato. O petista Gushiken é o único dos 38 réus que Gurgel pede que seja livrado do processo penal. Para os demais ele pede a condenação por envolvimento no esquema que envolveu a cúpula do PT e ministros ainda no primeiro mandato do governo Lula.

As alegações remetidas ontem para o relator do caso no STF, ministro Joaquim Barbosa, são a última manifestação da acusação antes do julgamento. Agora, cada um dos 38 réus deve também apresentar sua defesa final. Joaquim Barbosa já disse que precisará de pelo menos seis meses para resumir tudo e preparar relatório e voto.

A previsão mais otimista é que o caso seja julgado em 2012. Entre os réus no processo estão o ex-ministro José Dirceu; o presidente do PTB, Roberto Jefferson; o deputado Valdemar Costa Neto, secretário-geral do PR; o ex-deputado José Genoino, hoje assessor no Ministério da Defesa. Também estão na lista o publicitário Duda Mendonça e o tesoureiro de campanha petista Delúbio Soares, além de Marcos Valério, apontado como o operador do esquema.

Segundo a denúncia original do Ministério Público, José Dirceu era um dos chefes da quadrilha que teria sido montada para cooptar deputados da base do governo Lula com repasse de recursos arrecadados por Marcos Valério. Na denúncia que deu origem ao processo, o Ministério Público havia afirmado que Gushiken teria integrado o grupo que desviara, entre 2003 e 2004, vultuosas quantias de recursos do fundo Visanet, abastecido com recursos do Banco do Brasil.

O conluio, de acordo com o ex-procurador Antônio Fernando Souza, teria sido identificado pelo pagamento antecipado de R$23 milhões à DNA Propaganda, que pertencia a Marcos Valério.

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