Política

Caso Aécio Neves: Lucia Hippolito escreve artigo equilibrado e mostra quem pode estar por trás do baú de maldades

A patrulha da lama se assanha

por Lucia Hippolito

O tabuleiro eleitoral começa a se compor. As tropas de lado a lado se aprontam.

E a patrulha da lama se assanha. Campanha eleitoral é com ela mesma.

Ataques pessoais constituem arma das mais delicadas e perigosas de uma disputa eleitoral. São faca de dois gumes.

Não são poucos os casos de ataques pessoais que provocaram efeito bumerangue, ou seja, voltaram-se contra o atacante, prejudicando-o mais do que à vítima.

A vitimização do adversário é consequência bastante comum, e muito temida.

Por isso, estrategistas de campanha hesitam em usar dossiês, denúncias e outros artefatos do arsenal que pode ser mobilizado em campanhas eleitorais.

No ataque pessoal, a dosagem é questão crucial. Uma denúncia bem feita, uma suspeita bem lançada – em geral pela imprensa – podem ter resultados devastadores.

São inúmeros os exemplos de candidaturas abatidas em pleno vôo — ou ainda taxiando na pista. Na eleição presidencial de 2002, foi devastadora a visão de uma montanha de dinheiro encontrada no escritório do marido da pré-candidata Roseana Sarney.

Até hoje mal explicada, aquela dinheirama foi fatal para as pretensões presidenciais de Roseana.

E até hoje, o senador José Sarney está convencido de que José Serra estava por trás da denúncia contra sua filha.

(Aliás, é curioso constatar que no Brasil metade das malfeitorias políticas é atribuída a José Serra, enquando a outra é atribuída a José Dirceu”. Quando não, “coisa dos dois” em conluio.)

Assim como também foi devastadora a revelação do “escândalo Miriam Cordeiro”, quando, às vésperas da eleição de 1989, uma ex-namorada de Lula veio à TV afirmar que ele tinha tentado convencê-la a fazer aborto.

A aparição da ex-namorada foi armada pelo adversário, pela tropa de choque a serviço de Fernando Collor. (O senador Renan Calheiros, hoje aliado íntimo do presidente Lula, deve se lembrar bem desse episódio.)

Nas eleições de 2006, o PT colou no candidato do PSDB a pecha de privatista, entreguista, alguém que “vendeu o patrimônio do povo brasileiro na bacia das almas”.

Resultado, o candidato Geraldo Alckmin passou o resto da campanha vestido com um constrangedor colete com selos de todas as estatais, pisoteou o legado de Fernando Henrique… E os tucanos nunca mais conseguiram explicar por que se decidiram pela privatização.

Ataque pessoal não é coisa para amador. Ao contrário, é trabalho para profissional altamente competente.

Em geral, o ataque pessoal segue uma regra de ouro: nunca, nunca mesmo, parte do candidato adversário. Os ataques são sempre terceirizados.

É para isto que existe, em todas as campanhas, a patrulha da lama. É ela a encarregada de espalhar denúncias, calúnias, insultos, verdades, mentiras.

Com a disseminação da internet, calúnias e insultos percorrem a rede em velocidade estratosférica. Blogs, twitters, redes de relacionamento, tudo contribui para espalhar tanto a boa notícia quanto a lama.

Alguns partidos já possuem tropas treinadas. Tarefeiros remunerados ou voluntários que “estacionam” em certos blogs e sites — ou são seus titulares –, espalhando veneno e promovendo verdadeiros linchamentos virtuais.

Preço pequeno a pagar pela liberdade de expressão. E vale a pena pagar.

No Brasil, os marqueteiros espalharam a ideia de que “quem bate perde”. Nem sempre é verdade. Os danos podem ser fatais.

Por isso mesmo, a patrulha da lama se faz presente e todas as eleições. Cada vez mais disseminada e sofisticada.

Sob este aspecto, podemos dizer que a campanha eleitoral de 2010 já começou.

A notícia de que o governador Aécio Neves teria esbofeteado a namorada numa festa no Rio de Janeiro espalhou-se pela internet em altíssima velocidade.

A namorada negou tudo, pessoas presentes à festa não viram nada, além de um escorregão da moça na pista de dança, o governador chegou a falar no assunto em indignada entrevista coletiva (era a respeito de outro assunto, mas a pergunta foi inevitável. E ele não se furtou a responder.)

Mas a notícia continua a se multiplicar pela internet.

Junto com a notícia veio a especulação: “já é coisa de Serra, para anular as chances de Aécio?”

“É coisa de José Dirceu, temeroso de que o candidato seja Aécio?”

“É coisa dos dois, que continuam se dando muito bem?”

Não se sabe.

A única coisa que se sabe é que a patrulha de lama da campanha eleitoral de 2010 já entrou em campo.

Leia o artigo da comentarista política da Rádio CBN no seguinte endereço: “A patrulha da lama se assanha”.

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/posts/2009/11/04/a-patrulha-da-lama-se-assanha-237968.asp

 

Armação contra Aécio, a jornalista Lúcia Hipoolito avisa: “A patrulha da lama se assanha

O tabuleiro eleitoral começa a se compor. As tropas de lado a lado se aprontam.

E a patrulha da lama se assanha. Campanha eleitoral é com ela mesma.

Ataques pessoais constituem arma das mais delicadas e perigosas de uma disputa eleitoral. São faca de dois gumes.

Não são poucos os casos de ataques pessoais que provocaram efeito bumerangue, ou seja, voltaram-se contra o atacante, prejudicando-o mais do que à vítima.

A vitimização do adversário é consequência bastante comum, e muito temida.

Por isso, estrategistas de campanha hesitam em usar dossiês, denúncias e outros artefatos do arsenal que pode ser mobilizado em campanhas eleitorais.

No ataque pessoal, a dosagem é questão crucial. Uma denúncia bem feita, uma suspeita bem lançada – em geral pela imprensa – podem ter resultados devastadores.

São inúmeros os exemplos de candidaturas abatidas em pleno vôo — ou ainda taxiando na pista. Na eleição presidencial de 2002, foi devastadora a visão de uma montanha de dinheiro encontrada no escritório do marido da pré-candidata Roseana Sarney.

Até hoje mal explicada, aquela dinheirama foi fatal para as pretensões presidenciais de Roseana.

E até hoje, o senador José Sarney está convencido de que José Serra estava por trás da denúncia contra sua filha.

(Aliás, é curioso constatar que no Brasil metade das malfeitorias políticas é atribuída a José Serra, enquando a outra é atribuída a José Dirceu”. Quando não, “coisa dos dois” em conluio.)

Assim como também foi devastadora a revelação do “escândalo Miriam Cordeiro”, quando, às vésperas da eleição de 1989, uma ex-namorada de Lula veio à TV afirmar que ele tinha tentado convencê-la a fazer aborto.

A aparição da ex-namorada foi armada pelo adversário, pela tropa de choque a serviço de Fernando Collor. (O senador Renan Calheiros, hoje aliado íntimo do presidente Lula, deve se lembrar bem desse episódio.)

Nas eleições de 2006, o PT colou no candidato do PSDB a pecha de privatista, entreguista, alguém que “vendeu o patrimônio do povo brasileiro na bacia das almas”.

Resultado, o candidato Geraldo Alckmin passou o resto da campanha vestido com um constrangedor colete com selos de todas as estatais, pisoteou o legado de Fernando Henrique… E os tucanos nunca mais conseguiram explicar por que se decidiram pela privatização.

Ataque pessoal não é coisa para amador. Ao contrário, é trabalho para profissional altamente competente.

Em geral, o ataque pessoal segue uma regra de ouro: nunca, nunca mesmo, parte do candidato adversário. Os ataques são sempre terceirizados.

É para isto que existe, em todas as campanhas, a patrulha da lama. É ela a encarregada de espalhar denúncias, calúnias, insultos, verdades, mentiras.

Com a disseminação da internet, calúnias e insultos percorrem a rede em velocidade estratosférica. Blogs, twitters, redes de relacionamento, tudo contribui para espalhar tanto a boa notícia quanto a lama.

Alguns partidos já possuem tropas treinadas. Tarefeiros remunerados ou voluntários que “estacionam” em certos blogs e sites — ou são seus titulares –, espalhando veneno e promovendo verdadeiros linchamentos virtuais.

Preço pequeno a pagar pela liberdade de expressão. E vale a pena pagar.

No Brasil, os marqueteiros espalharam a ideia de que “quem bate perde”. Nem sempre é verdade. Os danos podem ser fatais.

Por isso mesmo, a patrulha da lama se faz presente e todas as eleições. Cada vez mais disseminada e sofisticada.

Sob este aspecto, podemos dizer que a campanha eleitoral de 2010 já começou.

A notícia de que o governador Aécio Neves teria esbofeteado a namorada numa festa no Rio de Janeiro espalhou-se pela internet em altíssima velocidade.

A namorada negou tudo, pessoas presentes à festa não viram nada, além de um escorregão da moça na pista de dança, o governador chegou a falar no assunto em indignada entrevista coletiva (era a respeito de outro assunto, mas a pergunta foi inevitável. E ele não se furtou a responder.)

Mas a notícia continua a se multiplicar pela internet.

Junto com a notícia veio a especulação: “já é coisa de Serra, para anular as chances de Aécio?”

“É coisa de José Dirceu, temeroso de que o candidato seja Aécio?”

“É coisa dos dois, que continuam se dando muito bem?”

Não se sabe.

A única coisa que se sabe é que a patrulha de lama da campanha eleitoral de 2010 já entrou em campo.

Leia o artigo da comentarista política da Rádio CBN no seguinte endereço: “A patrulha da lama se assanha”.

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/luciahippolito/posts/2009/11/04/a-patrulha-da-lama-se-assanha-237968.asp

 

 

 

 

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