Política

Dilma rebate elogio da 'Economist': Presidente diz que "revistas estrangeiras não entendem muito os costumes políticos no Brasil" – Base do Governo do PT não aprova 'faxina ética',

Dilma rebate ‘Economist’, defende base e diz que aliados não aceitam corrupção no governo

Fonte: Tatiana Farah , Isabel Braga e O Globo e  G1 – publicado em 19/08/2011

A presidente Dilma Rousseff participa de entrega de casas do programa Minha Casa, Minha Vida, em São José do Rio Preto-SP/ Foto: Presidência da República

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO (SP) – A presidente Dilma Rousseff defendeu a base aliada e afirmou que as medidas contra a corrupção não afetarão a relação do Planalto com a base aliada no Congresso. Em São José do Rio Preto, em São Paulo, onde entregou 1.902 residências do programa Minha Casa, Minha Vida, Dilma rebateu a reportagem da revista britânica “The Economist , que elogia a “faxina” de Dilma, mas diz que pode afetar a relação da presidente com o Congresso.

Reportagem publicada hoje no GLOBO mostra que os petistas não defendem a “faxina” de Dilma e, nos bastidores, se mostram incomodados.

– O Brasil tem importância suficiente para revistas estrangeiras ficarem preocupadas conosco. É um ótimo sinal. Infelizmente, revistas estrangeiras não entendem muito os costumes políticos no Brasil. Acho que o objetivo do meu governo é outro. Até eu já disse que a maior faxina que nós temos que fazer no Brasil é a faxina para acabar com a miséria. O objetivo não é criar problema com este ou aquele segmento. Onde houver corrupção, nós somos obrigados a tomar providência. Não faço disso o objetivo central do meu governo – disse Dilma em entrevista à rádio Metrópolis.

– Então eu acredito que a revista não percebe que a minha base de sustentação também não concorda com malfeitos. E não vejo motivo para isso acontecer, ter maiores problemas no Congresso – acrescentou.

Após convite de Ideli, líder do PR na Câmara não descarta volta do partido à base

Durante a visita de Dilma, manifestantes protestam contra vereadores e o prefeito de São José do Rio Preto/ Foto: Tatiana Farah

Invocando o mesmo discurso conciliador de Dilma, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvalli, se reuniu nesta sexta-feira com o líder do PR na Câmara , Lincoln Portela (MG). Segundo o deputado, a ministra pediu que o partido volte a fazer parte da base do governo. Portela pediu tempo para pensar, mas sinalizou que as portas não estão fechadas e que a volta é possível. Segundo Portela, Ideli disse ainda que o PR e o governo sempre foram companheiros, que o partido é importante e que não gostaria de vê-lo fora da base.

– Na vida, entendo que temos que olhar para a frente e não para trás. Mas isso não quer dizer tomar uma decisão da noite para o dia – disse, acrescentando:

– O desconforto passou. Vamos ter um processo da maturação, mas é bom se sentir valorizado.

Em São José do Rio Preto, Dilma teve que enfrentar umprotesto do movimento chamado “Vergonha Rio Preto”. Eles reclamam do projeto de aumento do número de cargos em comissão e dos salários dos vereadores em 70%. Durante seu discurso, a presidente citou o prefeito e ouviu uma forte vaia dos manifestantes:

– Peço a vocês que não façam isso – pediu ela, lembrando que era sua primeira vez na cidade. E o público acabou aplaudindo.

A presidente chegou ao aeroporto da cidade com o governador Geraldo Alckmin, em mais um sinal da aproximação do governo federal com a ala tucana liderada por Fernando Henrique Cardoso e Geraldo Alckmin. O governador viajou no avião com a presidente.

Link da matéria:  http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/08/19/dilma-rebate-economist-defende-base-diz-que-aliados-nao-aceitam-corrupcao-no-governo-925163522.asp#ixzz1VrQovDG7

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