Política

Cemig anuncia acordo de R$ 1 bilhão com a Abengoa

Cemig fecha acordo de R$ 1 bi com a Abengoa

Fonte: Estado de S.Paulo

Estatal mineira compra uma linha de transmissão do grupo espanhol e investe na criação de uma joint venture que terá mais quatro linhas

A Cemig, estatal mineira de energia, anunciou ontem ter fechado dois acordos com o grupo espanhol Abengoa na área de transmissão. Pelo primeiro acordo, a Cemig, por meio da sua subsidiária Taesa, compra 50% da Abengoa Holdings, dona da quatro concessões de transmissão de energia. Pelo segundo, a Taesa compra 100% de uma outra concessão de energia detida pela Abengoa,na Região Nordeste.

No total, a Cemig deve desembolsar pouco mais de R$ 1 bilhão nesses negócios, conforme antecipou o Estado.

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa mineira diz que a conclusão das operações ainda está sujeita à aprovação da assembleia geral de acionistas da companhia, à anuência dos bancos financiadores das transmissoras e à aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

As linhas de transmissão envolvidas no acordo têm 2,518 mil quilômetros de extensão. Desse total, 2,138 mil quilômetros de linhas serão geridas por uma joint venture criada entre a Cemig e a Abengoa. A Abengoa conseguiu essas concessões em licitações promovidas pela Aneel, e as linhas entraram em operação entre os anos de 2004 e 2008.

“Essa operação representa um marco para a companhia”, disse, em nota, o presidente da Abengoa, Manuel Sanchez Ortega. “Reforça nosso compromisso com o mercado de transmissão brasileiro e nosso compromisso como País, colocando um parceiro estratégico como a Cemig em nossa estratégia de crescimento. Além disso, financeiramente, essa transação reforça nosso balanço, graças a uma significativa redução das dívidas líquidas, o que nos permite continuar desenvolvendo nosso modelo de negócios com uma estrutura de capital mais sólida.”

A Abengoa foi uma das empresas mais agressivas nos leilões de linhas de transmissão promovidos pela Aneel há alguns anos. A crise financeira global, que teve reflexos muito fortes na Espanha, no entanto, prejudicou as operações da empresa, que foi obrigada a buscar alternativas para se capitalizar.No ano passado, já havia vendido alguns ativos no Brasil para a chinesa State Grid. Apesar disso, ainda mantém no País um portfólio de cerca de 6,6 mil quilômetros – incluindo- se aí os ativos da joint venture com a Cemig.

A estatal mineira, por sua vez, já deu mostras de que a transmissão de energia é realmente um foco importante na sua estratégia de crescimento. Em abril do ano passado, já havia comprado as operações da italiana Terna no Brasil,em um acordo de cerca de R$ 2,3 bilhões.

A holding Terna Participações controlava seis empresas que, juntas, contavam com mais de 3,75mil quilômetros de linhas de transmissão. À época do negócio, a Cemig informou que, com a aquisição, aumentaria sua participação de mercado na área de transmissão de energia do País de 5,4% para 12,6%. A rede de transmissão atingiria 8,643 mil quilômetros. A Terna é hoje denominada Taesa.

A transmissão é considerada um dos negócios mais rentáveis do setor elétrico, porque as concessionárias têm uma renda fixa por um tempo determinado.

Rede
2,518 mil quilômetros de extensão
têm, no total, as linhas de
transmissão envolvidas no
negócio anunciado ontem entre
a Cemig e a Abengoa

2,138 mil quilômetros, desse total,
serão geridos por uma joint
venture entre a empresa
brasileira e o grupo espanhol

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