Aécio CunhaAécio NevesAécio Neves: choque de gestãoPolíticaPolítica Pública

Aécio Neves é o político do ano destacado pela Revista Isto É

O dom da conciliação de Aécio Neves talvez tenha vindo de Tancredo. O avô ilustre, reconhecido pela habilidade e o jeito mineiro de fazer política.  Quase sete anos foram o suficiente para o governador de Minas demonstrar como é possível transformar uma realidade política e administrativa. Tancredo, intuitivamente, pressentia que naquele jovem franzino poderia surgir uma das maiores lideranças políticas do país. Ele estava certo, Aécio faz hoje em Minas um trabalho que tem reconhecimento de organimos internacionais como o Banco Mundial e a Unesco. O nome disso é seriedade.

O destaque dado pela Revista Isto É revela que, além de grande habilidade para lidar com as diferenças, Aécio se tornou um grande gestor público, que mostra ao Brasil que com vontade política e grande capacidade de trabalho é possível construir uma país melhor. O governo de Aécio, em Minas, é marcado pela pluralidade, que vão desde as ações nos vales do Jequinhonha e Mucuri, das obras de infraestrutura em diversas partes do estado, do novo modelo de segurança pública, até as ações sociais que mobilizam boa parte do governo mineiro com as secretarias de Esporte, Defesa Social, Desenvolvimento Social e Saúde, além da grande parceria com Servas.

O Choque de Gestão é tudo o que o Brasil precisa hoje. Um estado moderno, ágil e inovador. Quem pensava que não era possível manter o cuidado com a “coisa pública”, o governador de Minas prova ao contrário. Esse olhar é que faz a diferença, é que faz com que possa se transformar o poder público, inicialmente, transformando pessoas. Talvez seja esse o segredo do sucesso.

Brasileiro do ano 2009

Boa parte do mundo definirá 2009 como um ano que não deixará saudades. O Brasil, não. Aqui, os 12 meses que chegam ao fim podem ser reverenciados no futuro como os da afirmação definitiva do País como uma força global.

Fonte: Octávio Costa e Sérgio Pardellas – Isto É

Aécio Neves destaque na política

Com mais de 90% de aprovação, o governador de Minas Gerais inova em seu modelo de gestão, arruma as finanças do Estado e desponta como alternativa do PSDB à Presidência da República em 2010.

Assim que entra no carro, Aécio Neves bate a mão direita nos sapatos para tirar a poeira, abundante nas obras do complexo administrativo que seis mil operários constroem no extremo norte de Belo Horizonte (MG). Ao circular pela Linha Verde, a via expressa que liga a futura sede do governo ao centro da capital mineira, o governador acompanha com atenção a passagem de cada viaduto. Pouco antes, no canteiro de obras, ele recebera familiares de 13 escritores e poetas mineiros cujos nomes agora batizam os elevados. Numa iniciativa que transforma a Linha Verde em uma espécie de estrada literária, um trecho da obra de cada autor está gravado em pilastra embaixo do viaduto. “Todos os caminhos circulam em demanda da Liberdade”, diz o totem em homenagem à poetisa e ensaísta Henriqueta Lisboa (1901-1985). Nesse momento, Aécio confirma a impressão que tivera alguns viadutos antes: o tamanho acanhado das letras dificulta a leitura da mensagem. “Tem de mudar. A ideia é que as pessoas sejam envolvidas pela literatura”, comenta. Um assessor esclarece que as inscrições são provisórias. “Mas, se não mudar logo, o provisório vira definitivo”, afirma o governador.

VÍNCULOS com a irmã Andrea, parceira desde a infância.
Aécio ao lado do avô Tancredo, que o levou para a política

cena reflete o estilo Aécio de tirar da frente os problemas, sejam eles grandes ou pequenos. Ousado e agregador, ele tem índice de popularidade superior a 90%, de acordo com o Vox Populi. É o Brasileiro do Ano de ISTOÉ na categoria Política por consolidar o sucesso de seu método de gestão e apresentar-se como alternativa pós-Lula no cenário nacional. Em Minas Gerais, só depois de sanear as finanças estaduais, Aécio colocou em execução o sonho de transferir toda a máquina direta do Estado para a chamada Cidade Administrativa. Resgatou assim um movimento começado nos anos 1940 pelo então prefeito Juscelino Kubitschek (1902-1976), que descolou o eixo de desenvolvimento de Belo Horizonte para o norte ao criar o conjunto arquitetônico da Pampulha. Com projeto de Oscar Niemeyer, o mesmo arquiteto que idealizou a Pampulha, Aécio está levantando em uma área de 804 mil metros quadrados um complexo capaz de concentrar 16 mil funcionários, 18 secretarias e 25 órgãos públicos, além da sede do governo. “Estamos levando a cidade para onde ela tem de crescer”, diz o governador.

São, no total, cinco edifícios, incluindo um centro de convivência e um auditório para 500 pessoas cujo traçado lembra o da Igreja São Francisco de Assis, na Pampulha, uma das maiores referências da arquitetura moderna brasileira. Em dois edifícios de 15 andares cada um serão alojados as secretarias e órgãos estaduais, hoje espalhados por 53 prédios. Aécio não esconde o entusiasmo ao falar sobre o complexo, em especial sobre o Palácio Tiradentes, de onde planeja despachar ainda no primeiro trimestre de 2010. No térreo do prédio, foi criado um vão de 147 metros de comprimento, duas vezes mais extenso do que o do Museu de Arte Moderna de São Paulo. “É o maior vão livre de concreto do mundo”, compara o governador. Embora grandioso, o complexo não onerou em nenhum centavo o Tesouro do Estado. Com orçamento estimado em R$ 1,2 bilhão, as obras são bancadas pela Codemig, a estatal abastecida pelos royalties das empresas de mineração. E vai representar uma economia anual de R$ 85 milhões aos cofres públicos, devido ao corte de despesas atualmente feitas com aluguéis, transporte e telefonia.

Aos 49 anos, Aécio
inspira-se no avô, mas imprimiu estilo próprio à política

O governador, no entanto, resiste à ideia de que a Cidade Administrativa será o grande marco de seus dois mandatos, iniciados em janeiro de 2003. Para ele, os principais feitos do período são a reorganização das finanças do Estado e a recuperação da autoestima dos mineiros. “Posso falar com a boca cheia. Minas mudou”, diz Aécio. Ao dar um panorama da guinada, ele lembra que no primeiro ano de governo teve R$ 3,6 bilhões para investimento. Em 2009, esse valor saltou para R$ 11 bilhões. A mudança deve-se a uma política batizada como Choque de Gestão, que sanou as finanças e, na sequência, modernizou a máquina do Estado. “Hoje há uma gestão de resultados em todas as áreas do governo”, esclarece Renata Vilhena, secretária de Planejamento. “Todo ano, assinamos com o governador as metas a serem alcançadas.”

O acordo de resultados é repassado em cadeia, com metas distribuídas para todas as equipes da engrenagem estadual. Assim, o funcionário que atua no atendimento à mulher em período pré-natal, por exemplo, sabe o impacto do trabalho na redução do índice de mortalidade. O desempenho das equipes pode ser acompanhado por painéis de controle com luzes. “Todos se enxergam dentro das metas”, afirma Renata. De dois em dois meses, o vice-governador, Antonio Anastasia, reúne o secretariado para analisar o desempenho dos diversos setores da administração e, quando necessário, ajudar a definir estratégias.

“Não é conversa de mineiro. Estou apresentando uma proposta para o partido com muita sinceridade” Aécio Neves

O resultado do trabalho afeta o bolso dos funcionários públicos. Em outubro, foram distribuídos cerca de R$ 300 milhões de bônus entre aqueles que cumpriram as metas. É o segundo ano consecutivo que o governo mineiro atua de forma similar à de muitas empresas privadas. Só que, em vez de lucros, distribui bônus. Com a engrenagem girando sem atritos, o governador é dono de uma agenda atribulada, mas não deixa de aproveitar a vida. Aos 49 anos, solteiro, ele responde com bom humor às críticas de que viaja demais para o Rio de Janeiro, onde nasceu e vive sua filha, Gabriela, 17 anos. “Os mineiros não reclamam”, ressalta o governador. “Eles me reelegeram com quase 80% dos votos válidos.”

Natural de Belo Horizonte, Aécio mudou-se aos 11 anos para o Rio com os pais, o deputado Aécio Ferreira da Cunha e Maria Inês, a filha mais velha de Tancredo Neves. Só deixou o apartamento da família aos 22 anos, quando o avô materno convocou-o para participar da campanha ao governo de Minas. Eleito Tancredo, Aécio tornou-se seu secretário particular e não saiu mais da política. Por quatro mandatos consecutivos foi deputado federal, sendo eleito presidente da Câmara em 2000. Apesar de escaldado pelos bastidores da política, fica emocionado diante da lembrança de que em 2010 serão completados 25 anos da morte de Tancredo. Depois de um momento em silêncio, lembra outra data: “É também o centenário do nascimento de Tancredo.”

O governador nas obras da futura sede do governo

2010 também tem tudo para marcar a trajetória de Aécio, potencial candidato do PSDB ao Palácio do Planalto. “Presidência é destino”, diz, repetindo uma frase cunhada pelo avô. Ainda assim, Aécio deseja que o partido defina logo quem será o candidato tucano à Presidência. Caso o prazo se estenda, prefere concentrar-se na administração do Estado e, em março, começar a campanha para o Senado. Seu principal concorrente na disputa tucana, o governador de São Paulo, José Serra, defende a ideia de que a escolha do candidato seja feita apenas em março. “Não é conversa de mineiro não. Estou apresentando uma proposta para o partido com muita sinceridade”, comenta Aécio. “Não seria nenhuma frustração me candidatar ao Senado.” Seja qual for a decisão do PSDB, quando passar o governo para o vice Anastasia, Aécio poderá se orgulhar de ter deixado Minas nos trilhos.

Link da matéria: http://www.istoe.com.br/reportagens/21086_BRASILEIRO+DO+ANO+2009+PARTE+3

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