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Projeto Porta a Porta iniciado no Governo Anastasia é modelo de referência para o Brasil sem Miséria do Governo do PT

Projeto mineiro é referência nacional

Fonte: Gustavo Werneck – Estado de Minas

Programa federal a ser lançado hoje tem raízes em iniciativa do governo do estado, que desde fevereiro visitou 70 mil domicílios, para identificar 904 mil pessoas consideradas invisíveis

O programa Brasil sem Miséria, que o governo federal lança hoje às 11h, em Brasília (DF), para tentar tirar da extrema pobreza milhões de famílias, tem raízes em Minas. Um dos eixos do trabalho, o Busca Ativa, usou como referência o projeto Porta a Porta do governo estadual, iniciado em fevereiro e já detentor da marca de 70 mil domicílios visitados em 44 municípios. Para essa ação, equipes das comunidades foram treinadas a fim de identificar a população considerada “invisível” – aquela não cadastrada nos programas de assistência federal, estadual ou municipal. Em Minas, há 904 mil pessoas consideradas miseráveis (4,2% da população) e conforme o assessor-chefe de Articulação, Participação e Parceria Social, Marcelo Garcia, os primeiros levantamentos mostram que as principais privações desse contingente são falta de água, de banheiro e de escolaridade/emprego.

A meta do Porta a Porta é visitar, até dezembro, 100 municípios. As cidades com maiores privações, conforme os primeiros levantamentos, são Santo Antônio do Jacinto e Itinga, no Vale do Jequitinhonha, Ninheira, na Região Norte, e Arinos, no Noroeste. No contato com moradores de vilas, favelas, periferias e áreas muito pobres dos municípios, as equipes identificam os necessitados e principais carências deles para lhes garantir ações nas áreas de saúde, educação, assistência social e empregabilidade.

Integrante do programa Oficina de Travessias, o Porta a Porta tem uma explicação para o seu nome. É que por meio de uma mobilização envolvendo entidades religiosas, esportivas e comunitárias, 925 visitadores vão de casa em casa identificando as prioridades da população mais carente. A ação é acompanhada de questionários baseados no Índice de Pobreza Multidimensional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e aplicados em todas as famílias, com 15 perguntas cada um, sobre educação, saúde e padrão de vida.

DEFICIÊNCIAS A partir dos questionários, diz Garcia, também coordenador do Porta a Porta, está sendo feito um mapa de privações, identificando por domicílio, por território e por cidade as principais deficiências. O diagnóstico apontará as áreas mais vulneráveis de cada cidade e permitirá definir ações. Segundo Garcia, a partir do mapa de privações cada município elaborará o Plano Travessia, que reunirá dados referentes à extrema pobreza para que o estado busque instrumentos de superação específicos. Minas está abaixo da média nacional de miseráveis (8,5%) e bem abaixo de estados como Maranhão (25%), Piauí (22%) e Acre (18%).

Até agora, foram visitados os municípios: Alvorada de Minas, Arinos, Cachoeira Dourada, Campanário, Campo Azul, Capim Branco, Carvalhos, Confins, Consolação, Diogo de Vasconcelos, Dom Joaquim, Fernandes Tourinho, Frei Lagonegro, Ibituruna, Itinga, Joaquim Felício, Josenópolis, Juramento, Lagoa dos Patos, Marilac, Mateus Leme, Matutina, Miravânia, Nascip Raydan, Natalândia, Ninheira, Oratórios, Passabem, Pescador, Ponto Chique, Presidente Juscelino, Presidente Kubitscheck, Quartel Geral, Santa Fé de Minas, Santo Antônio do Itambé, Santo Antônio do Jacinto, Santo Hipólito, São Félix de Minas, São Geraldo da Piedade, São João do Pacuí, São José da Safira, São José do Divino, Serra Azul de Minas e Serranópolis de Minas.

A próxima cidade a ser atendida pelo projeto Porta a Porta será Juiz de Fora, na Zona da Mata. Os questionários serão aplicados exclusivamente em uma vila urbana do município, um aglomerado com 1,2 mil domicílios e população em situação de vulnerabilidade social.

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Comentário(s)

2 Comments

  1. gilvania carvalho
    06/09/2011 at 12:54 — Responder

    A minha cidade Manga, no norte de MG, está sendo atendida agora com o Projeto Porta a Porta , aqui a prefeitura anexou ao cadastro uma ficha de entrevista pedindo aos entrevistados para opinar qual é a maior necessidade do seu bairro. Pode??? Ou já faz parte de uma campanha política???

  2. 06/09/2011 at 12:58 — Responder

    Gostaria que a minha dúvida fosse esclarecida. Obrigada.

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