Aécio CunhaPolítica Pública

Instituto do Patrimônio de Minas , órgão do Governo Aécio Neves, conclui processo de proteção do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Capela de Santana

O ano de 2009 se encerra com mais um bem cultural tombado em definitivo pelo Iepha/MG, órgão do Governo Aécio Neves. Na última quinta-feira (17), em reunião extraordinária, o Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep) aprovou a conclusão do processo de proteção do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Capela de Santana e Casa Sede da Fazenda Pé do Morro, em Ouro Branco. O bem já possuía tombamento provisório desde agosto de 2002.

Situada às margens da antiga estrada real e aos pés da Serra de Ouro Branco, a fazenda, construída para ser uma “casa de passagem”, preserva ainda hoje parte da edificação original, de meados do século XVIII. Ao longo do tempo, novas construções foram erguidas, mas o modelo tradicional de implantação das fazendas mineiras permaneceu, com edifícios isolados e dispostos ao redor da construção principal, favorecendo a paisagem.

No fim da década de 70, a fazenda passou por um amplo processo de restauração e requalificação arquitetônica e paisagística, comandada pelos arquitetos Éolo Maia e Jô Vasconcellos. As intervenções respeitaram os aspectos históricos do bem, que representa o testemunho da identidade rural dos séculos XIX e XX, e, ao mesmo tempo, agregaram novos registros contemporâneos, com a construção da Capela de Santana. Materiais e linguagens que marcam o diálogo entre o novo e o antigo, enquanto a valorização de ruínas remanescentes (que passaram a abrigar o altar-mor) como elemento mais importante do espaço contribui de forma definitiva para “o encontro criativo entre épocas diferentes”, como colocou a relatora do processo junto ao Conep, Yacy Ara Froner.

Para a conselheira, essa convivência harmônica é destaque do processo de tombamento e suas particularidades fazem com que o bem tenha enorme valor não só cultural e histórico, como também um enorme potencial educativo-patrimonial. “A proposta de tombamento considera que não reside no monumento-ruína congelado um valor per si. Seu valor reside no diálogo estabelecido entre tempos distintos a partir de intervenções conscientes que contribuam com a apropriação do lugar”, destacou, ao recomendar a aprovação do tombamento definitivo.

Na pauta

Outros dois bens culturais mineiros devem receber tombamento definitivo em âmbito estadual nos próximos meses. Os processos de proteção da Serra dos Cristais, em Diamantina, e das ruínas do Casarão do Capitão Henrique, em Oliveira, foram concluídos e apresentados ao Conep em novembro. A votação deve acontecer no próximo encontro do Conselho, em março.

Comente e publique no Facebook

Comentário(s)

No Comment

Leave a reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Previous post

Dilma, mãe do PAC que empaca, não consegue executar mais do que 10% das obras previstas, Casa Civil em nota contesta O Globo

Next post

Aécio Neves participa do jogo das estrelas organizado por Zico