Governo de Minas: Antonio Anastasia anuncia data do pagamento do 13º e do prêmio produtividade

Gestão Pública, Gestão Eficiente, Servidor Público, Gestão em Minas

Fonte: Marcelo da Fonseca – Estado de Minas

Estado paga 13º e 14º salários

FUNCIONALISMO » Depois de um ano marcado pelos efeitos negativos da crise, governo de Minas anuncia abono natalino dos servidores para o dia 17 e o prêmio por produtividade em duas parcelas

“Vamos ter um ano de 2012 de muita cautela. Tenho conversado com lideranças empresariais importantes e temos observado que teremos no ano que vem o reflexo da crise econômica que hoje assola a Europa” -Antonio Anastasia (PSDB), governador

O governador Antonio Anastasia (PSDB) anunciou ontem que o 13º salário será pago aos servidores estaduais integralmente no dia 17 de dezembro – sábado da semana que vem. O funcionalismo receberá também prêmio por produtividade – o que corresponde ao 14º salário -, dividido em duas parcelas: a primeira será paga em 30 de janeiro e a segunda em 28 de fevereiro de 2012. Ao todo, o governo de Minas vai desembolsar R$ 1,9 bilhão com os pagamentos do 13º e com o prêmio. No caso dos 13º serão efetuados 597.529 pagamentos, no valor total de R$ 1,4 bilhão. Já nos pagamentos programados para os dois primeiros meses do ano que vem, serão R$ 507,7 milhões distribuídos aos servidores estaduais da ativa, que receberão como prêmio por produtividade referente ao exercício de 2010. Cada servidor receberá o equivalente a 85,3% do salário.

Em entrevista coletiva no Fórum Lafayette, antes de receber a Medalha Desembargador Hélio Costa,Anastasia ressaltou que apesar de o aumento da receita em Minas Gerais nos últimos dois anos girar em torno de 27% a folha de pessoal subiu cerca de 45%, aumentando os gastos com funcionalismo e levando o governo a adiar o pagamento do prêmio para 2012. “Houve um acréscimo muito expressivo da despesa de pessoal decorrente não só dos reajustes, mas também do ingresso de servidores. Basicamente os reajustes foram concedidos, então nós tivemos um aumento bastante expressivo da folha e por isso mesmo tivemos que adiar para o início do ano que vem o pagamento do prêmio. Mas será pago conforme determina a legislação, em termos de bônus concedido como estímulo aos servidores”, explicou o governador. As despesas com pessoal nos órgãos do Poder Executivo de Minas aumentaram de R$ 7,5 bilhões em 2003 para R$ 21 bilhões em 2011.

Cautela Sobre o cenário econômico para o próximo ano e a situação de Minas em relação aos números do Produto Interno Bruto (PIB) do país no terceiro semestre, divulgados nesta semana – sem crescimento registrado -, Anastasia afirmou que o governo não deixará de fazer qualquer investimento previsto no orçamento, mas alertou que será preciso muito cuidado com a área econômica nos próximos meses.”Vamos ter um 2012 de muita cautela. Tenho conversado com lideranças empresariais importantes, de Minas e do Brasil, e com outros governadores e temos observado que teremos no ano que vem o reflexo da crise econômica que hoje assola a Europa”, afirmou.

Para o governador, a situação não é boa para o Brasil e por isso o estado também sofre com efeitos globais e o cenário econômico mineiro vai depender muito dos recursos que entrarão no caixa estadual em 2012. “Vai depender fundamentalmente da receita, que é basicamente o ICMS. Mas estamos otimistas, vamos acreditar que essa crise será passageira, que a situação do nosso mercado interno possibilitará o crescimento. Estamos trabalhando muito para diversificar a economia mineira, o que significa não contarmos só com as commodities e termos investimentos de vários segmentos”, disse.

PIB mineiro

Apesar de o PIB estadual no terceiro trimestre ainda não ter sido divulgado, o governador afirmou que a situação de Minas deve seguir a tendência nacional, o que aumenta a preocupação com os números da economia mineira. “Minas Gerais tem uma economia extremamente inserida na economia global, então, no momento que há uma queda, diminuem as exportações e o estado sofre. Especialmente no caso dos estados, crescimento zero significa uma diminuição das receitas e as nossas despesas não diminuem; ao contrário, continuam subindo”, alertou Anastasia.

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