Lixo em Minas se transforma em energia verde

Lixo em Minas se transforma em energia verde –  Técnica inovadora reduz volume do aterro. Anastasia assinou convênio que cria PPP.

Lixo: Governo de Minas, a parceria pública-privada e a política de resíduos sólidos

Lixo em Minas se transforma em energia verde – Técnica inovadora reduz volume de material aterrado. Anastasia já assinou convênio que parceria pública-privada.

Fonte: O Tempo

Tratamento térmico pode transformar o lixo em energia

Sai em breve edital sobre disposição de resíduos em 46 cidades mineiras
Nos próximos dias, o Estado irá lançar o edital para transbordo, tratamento e disposição final do lixo de 46 municípios do colar metropolitano de Belo Horizonte. Essa pode ser a oportunidade para que Minas Gerais possa adotar a tecnologia mais avançada atualmente: o tratamento térmico com recuperação energética do lixo. A técnica reduz o volume de material aterrado e ainda produz energia elétrica. Segundo os especialistas, insistir no modelo de aterramento sanitário convencional é um retrocesso.A empresa vencedora será responsável por gerenciar as 3.000 toneladas de lixo produzidas pelos municípios que irão participar da Parceria Público-Privada (PPP). O tratamento térmico produziria 40 megawatts (MW). A quantidade é suficiente para abastecer uma cidade de 270 mil habitantes, ou as cidades de Nova Lima e Ibirité juntas.Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a energia produzida por esse processo é verde, de fonte renovável e não polui o meio ambiente. O edital da PPP prevê que 80% dos resíduos dos municípios sejam utilizados para produção de energia e que 20% sejam reciclados.A queima direta de resíduos sólidos em usinas de alta tecnologia foi a saída encontrada para a maior parte dos países Europeus, japoneses e americanos que desejavam não apenas produzir energia a partir do lixo, como diminuir o volume de resíduos sólidos. Cada 100 kg de lixo tratado termicamente podem ser reduzidos a 5 kg de cinzas.O professor do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMG Raphael Tobias de Vasconcelos explica que um dos grandes problemas dos aterros sanitários é a dificuldade de encontrar espaços físicos que os comportem.

“As vantagens da incineração são a redução do volume aterrado e a economia com o transporte, já que as plantas podem ser localizadas dentro das cidades”, avalia. Vasconcelos lembra que é preciso um controle rigoroso para impedir que gases nocivos à saúde sejam emitidos. “A fórmula ideal é um sistema ‘a la carte’. Produzir menos lixo, reciclar parte do material e dispor de aterros para um volume mínimo possível de resíduo”, explica.

As plantas para tratamento térmico do lixo permitem essa destinação múltipla. O calor resultante da queima é aproveitado para gerar vapor, que aciona turbogeradores e produz energia. A outra forma de se produzir energia a partir do lixo é através da captação e queima do biogás produzido nos aterros sanitários.

De acordo com o diretor geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (ARMBH), Camilo Fraga Reis, a escolha do Estado levará em consideração o preço e a tecnologia propostas. “Os pré-requisitos são que 20% seja reciclado e que 80% seja transformado em algum tipo de energia”, disse.

O Estado será responsável por 80% dos custos de manutenção e os municípios, 20%. Segundo Reis, os custos para as prefeituras serão reduzidos dos atuais R$ 60 para R$ 15 por tonelada. Belo Horizonte e Sabará não entrarão na parceria por já terem um modelo próprio de descarte do lixo.

Prazo certo

Lei. A PPP é tentativa do Estado de cumprir a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina a extinção dos lixões até 2014. Em 28 dos municípios na parceria, o lixo é descartado em lixões ou aterros sem controle.

Cinzas resultantes podem ser aproveitadas na construção
A energia não é o único produto resultante da queima do lixo. As cinzas restantes dos resíduos sólidos podem ser aproveitadas como insumo para a pavimentação e na construção civil para construção de tijolos e pisos.Em alguns países da Europa, como a França e a Alemanha, as cinzas de determinados materiais também são utilizadas como fertilizantes.De acordo com o engenheiro João Macário Neto, o tratamento térmico é mais eficiente e evita a construção de grandes aterros sanitários e possíveis emissões de metano e formação de chorume, dentre outros gases que contribuem para o efeito estufa.
Lixo – resíduo sólidos em Minas - Link da matéria: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=206159,OTE&IdCanal=5

1 Comentário… add one

  • Carlos Henrique julho 2, 2012 em 11:38 am

    O Estado só tem a ganhar com esse trabalho de conscientização. Agora acho que o poder público precisa fazer ainda mais. É pouco, precisamos de mais iniciativas neste sentido. Minas precisar ser mais sustentável.

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